Paralisação de trens causa congestionamento nas ruas de SP
A paralisação das linhas 11, 12 e 13 da CPTM provoca 750 km de engarrafamento em São Paulo. Zona sul lidera com 243 km. Rodízio segue suspenso e ônibus do Paese operam nas regiões afetadas.
A paralisação das linhas 11, 12 e 13 da CPTM provoca 750 km de engarrafamento em São Paulo. Zona sul lidera com 243 km. Rodízio segue suspenso e ônibus do Paese operam nas regiões afetadas.
Paralisação de trens causa congestionamento nas ruas de SP
A paralisação das linhas 11, 12 e 13 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) deixou São Paulo com 750 quilômetros de engarrafamento. O número é alto, mas a distribuição do trânsito pela cidade conta uma história de desigualdade: quem mora na zona sul sente mais o impacto.
Quanto de congestionamento cada zona registra
Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a zona sul concentra 243 km de tráfego intenso, o maior volume. A zona leste vem logo atrás, com 212 km. Na zona oeste, são 143 km; na zona norte, 111 km. O centro é o mais tranquilo, com 41 km de lentidão.
Esses números mostram que o problema não atinge a cidade de forma uniforme. Quem depende do trem para chegar ao trabalho nas regiões mais distantes é quem enfrenta as piores consequências.
Rodízio suspenso e ônibus extras
Diante do cenário, a prefeitura de São Paulo manteve a suspensão do rodízio de veículos, medida que já valia desde terça (4), primeiro dia da greve dos trabalhadores da CPTM. A decisão evita que a população seja punida duas vezes: sem trem e sem carro.
Além disso, os ônibus do Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente à Situação de Emergência (Paese) foram colocados em operação nas regiões das linhas paralisadas parcialmente: 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. O serviço é uma alternativa emergencial, mas não substitui a capacidade de uma linha de trem.
O que a categoria quer
A greve foi mantida pelos trabalhadores na noite de terça (4). Sindicato, governo do estado e CPTM têm audiência de conciliação agendada para as 12h desta quarta, para decidir sobre a continuidade do movimento.
A categoria quer garantias formais da manutenção dos empregados que atuam diretamente nas linhas 11, 12 e 13, concedidas à empresa Trivia Trens em julho deste ano. A concessão, feita sem acordo formal, deixou os trabalhadores em situação de insegurança.
O impacto social de uma decisão técnica
Toda decisão técnica é também uma decisão social. A suspensão do rodízio alivia o trânsito, mas não resolve a causa: a falta de garantia trabalhista em uma concessão de serviço público. Enquanto a audiência não decide, quem perde é o usuário do transporte, preso entre a greve e o congestionamento.
Perguntas Frequentes
Por que os trens das linhas 11, 12 e 13 pararam?
Os trabalhadores da CPTM entraram em greve na terça (4) por garantias formais da manutenção dos empregados que atuam nas linhas 11, 12 e 13, concedidas à Trivia Trens.
O rodízio de veículos está suspenso?
Sim. A prefeitura de São Paulo manteve a suspensão do rodízio, medida já tomada na terça (4), primeiro dia da greve.
O que é o Paese?
É o Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente à Situação de Emergência. Os ônibus do plano foram colocados em operação nas regiões das linhas paralisadas.
Quando a audiência de conciliação vai acontecer?
Sindicato, governo do estado e CPTM têm audiência agendada para as 12h desta quarta, para decidir sobre a continuidade da greve.
Qual zona tem mais congestionamento?
A zona sul, com 243 km de tráfego intenso, seguida da zona leste, com 212 km.
Sueli Akinwande Borges
Editora de Tecnologia e Sociedade
Investiga o impacto social da tecnologia, do algoritmo ao trabalho de aplicativo.
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