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830 mil celulares subtraídos em 2025: o que fazer

ResumoO Brasil registrou 830.890 roubos ou furtos de celulares em 2025, número 9% inferior ao de 2024. A redução não elimina o prejuízo financeiro, que inclui custos de reposição e perda de dados. Medidas como bloqueio imediato do IMEI, uso de rastreamento e contratação de seguro reduzem danos. A prevenção exige atenção em vias públicas e transporte coletivo.

O Brasil registrou 830.890 roubos ou furtos de celulares em 2025, 9% menos que em 2024. Entenda o impacto no bolso e como se proteger com bloqueios e seguros.

Letícia Sampaio Khoury Letícia Sampaio Khoury · Editora de Gadgets e Consumo Tech
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830 mil celulares subtraídos em 2025: o que fazer
Foto: Imagem ilustrativa · Digitorack

O Brasil registrou 830.890 roubos ou furtos de celulares em 2025, 9% menos que em 2024. Entenda o impacto no bolso e como se proteger com bloqueios e seguros.

Mais de 830 mil celulares foram subtraídos em 2025, aponta relatório

O Brasil registrou 830.890 roubos ou furtos de celulares em 2025, número 9% menor que as 909.753 subtrações de 2024. Os dados são do 20° Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Enquanto os roubos recuaram 18,6% (de 377.787 para 308.723), os furtos subiram 0,9% (de 477.326 para 483.561).

Resposta direta: O furto, que acontece sem a vítima perceber na hora, já responde por 61% das ocorrências. Em 2025, a média foi de aproximadamente 1.325 registros por dia. O avanço de 0,9% em um ano mostra que a modalidade segue pressionando a segurança pública.

Por que o furto de celular impacta tanto o orçamento

O aparelho celular é o principal meio de comunicação do brasileiro. Nele ficam aplicativos de bancos, pagamentos via Pix, agenda de contatos, calendário de eventos e outras funcionalidades. Quando o aparelho é levado, o impacto vai além do valor do equipamento e atinge o orçamento da vítima.

Pesquisa da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e do Instituto Locomotiva, sobre seguros inclusivos em comunidades periféricas, mostrou que 60% dos entrevistados já tiveram o celular levado ou convivem com alguém nessa situação sem conseguir comprar outro imediatamente. Além disso, 53% das famílias não cobrem todas as despesas básicas do mês, 36% pagam as contas sem sobra e apenas 11% terminam o mês com algum recurso disponível.

A reposição inesperada pode exigir endividamento ou o uso de recursos destinados a alimentação, transporte e moradia. Para quem depende do telefone para receber pedidos, atender clientes, fazer pagamentos ou acessar plataformas digitais, o prejuízo inclui dias ou semanas de renda comprometida.

O risco vai além do aparelho físico

O equipamento é apenas parte do interesse dos criminosos. Aplicativos bancários, carteiras digitais, documentos e dados pessoais podem ser usados para transferências, empréstimos, invasão de redes sociais e golpes contra contatos da vítima.

Pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Datafolha, de março de 2026, mostrou que 78,8% da população teme ter o celular roubado ou furtado. O receio de golpes pela internet ou pelo telefone chega a 83,2%.

O que fazer quando o celular é levado

A resposta exige duas frentes: bloquear o aparelho, a linha, as contas bancárias e os acessos vinculados ao dispositivo; e lidar com o custo de reposição e a eventual interrupção das atividades que dependem dele.

Para Sidemar Sprincigo, presidente da Comissão de Seguros Gerais Afinidades da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), a ampliação do risco exige uma visão integrada.

"Quando o celular é levado, o prejuízo pode ir muito além do valor do equipamento. O seguro para celular e o seguro contra golpes bancários, conhecido como seguro Pix, oferecem camadas complementares de proteção: o primeiro pode amparar a reposição do aparelho; o segundo, prejuízos decorrentes do uso fraudulento de aplicativos bancários ou de transferências sob coação, sempre nas situações previstas na apólice."

Seguro celular e seguro Pix: como funcionam

No seguro celular, a cobertura pode incluir roubo, furto qualificado e danos acidentais, conforme a contratação. Já o seguro Pix pode prever transferências sob coação, como em situações de ameaça, roubo ou sequestro, além de modalidades específicas de fraude eletrônica.

A proteção não é automática para todo tipo de golpe ou transferência voluntária. Eventos cobertos, limites e exclusões variam entre as apólices.

Antes de contratar, o consumidor deve comparar prêmio, franquia, critérios de indenização, eventual depreciação do aparelho, documentos exigidos e exclusões. Furto simples e furto qualificado, por exemplo, podem receber tratamentos diferentes. Também é importante considerar o valor e o tempo de uso do celular e se ele é indispensável ao trabalho ou ao estudo.

O seguro não impede o crime nem substitui os cuidados de segurança digital, mas pode reduzir o impacto de uma perda repentina e evitar que o consumidor tenha de absorver sozinho um prejuízo capaz de desorganizar o orçamento familiar.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre roubo e furto de celular?

Roubo envolve violência ou ameaça, enquanto furto acontece sem que a vítima perceba. Em 2025, os furtos cresceram 0,9% e já respondem por 61% das ocorrências.

O seguro celular cobre furto simples?

Depende da apólice. Furto simples e furto qualificado podem receber tratamentos diferentes. É preciso comparar critérios de indenização e exclusões antes de contratar.

O que é seguro Pix?

É um seguro contra golpes bancários que pode cobrir transferências sob coação, como em ameaça, roubo ou sequestro, além de modalidades específicas de fraude eletrônica, conforme as situações previstas na apólice.

Como bloquear o celular após roubo ou furto?

É preciso bloquear o aparelho, a linha, as contas bancárias e os acessos vinculados ao dispositivo. Isso reduz o risco de uso fraudulento de aplicativos e dados pessoais.

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Letícia Sampaio Khoury

Letícia Sampaio Khoury

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