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Justiça reconhece falhas da Enel em apagão de dezembro de 2025 em SP

ResumoA Justiça de São Paulo reconheceu falhas da Enel no apagão de dezembro de 2025, que atingiu mais de 2 milhões de consumidores. A decisão rejeitou o argumento de que o ciclone exclui a responsabilidade da concessionária. A sentença impõe à Enel a obrigação de reparar danos e revisar protocolos de prevenção.

A Justiça de São Paulo reconheceu falhas da Enel no apagão causado pelo ciclone de dezembro de 2025, que afetou mais de 2 milhões de consumidores. Decisão rejeita argumento de que o clima exclui responsabilidade da concessionária.

Élton Vasconcelos Pó Élton Vasconcelos Pó · Repórter de Startups e Negócios Digitais
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Justiça reconhece falhas da Enel em apagão de dezembro de 2025 em SP
Foto: Imagem ilustrativa · Digitorack

A Justiça de São Paulo reconheceu falhas da Enel no apagão causado pelo ciclone de dezembro de 2025, que afetou mais de 2 milhões de consumidores. Decisão rejeita argumento de que o clima exclui responsabilidade da concessionária.

A Justiça de São Paulo reconheceu falhas da Enel Distribuição São Paulo na prestação do serviço de energia durante o apagão provocado pelo ciclone extratropical que atingiu a capital nos dias 9 e 10 de dezembro de 2025. Mais de 2 milhões de consumidores foram afetados.

Em resposta à ação civil pública do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), a Justiça rejeitou o argumento da concessionária de que o fenômeno climático, por si só, excluiria sua responsabilidade. Para o MPSP, embora o ciclone tenha desencadeado as interrupções, não foi a causa exclusiva da extensão dos danos nem da demora no restabelecimento.

Os dados da Aneel mostram 6.715 ocorrências de interrupção na rede em 10 de dezembro. Desse total, 3.056 (46%) levaram mais de 24 horas para serem solucionadas, atingindo 759.304 unidades consumidoras. Houve consumidores sem energia até o sexto dia após o evento, e a ocorrência mais longa durou 142,8 horas.

A decisão entende que a intensidade do ciclone explica o início das interrupções, mas não a demora excessiva. Os prejuízos foram agravados por insuficiências de planejamento, manutenção e capacidade de resposta da concessionária.

A Enel, em nota, afirmou que sua atuação foi compatível com a magnitude do fenômeno, com ventos fortes por mais de dois dias. A empresa diz que respondeu mais rápido que em novembro de 2023 e outubro de 2024: em nove horas, restabeleceu o fornecimento para 2,5 milhões de unidades; em 24 horas, 80% dos clientes, cerca de 3,4 milhões, estavam normalizados. A operação mobilizou cerca de 1,6 mil equipes, 25% a 33% acima do previsto no Plano de Recuperação da Aneel.

A pergunta que fica é se a infraestrutura atual da concessionária suporta eventos climáticos extremos sem deixar milhões no escuro por dias. A decisão judicial aponta que não, e o histórico recente reforça a desconfiança.

A concessionária ainda pode recorrer, mas o reconhecimento das falhas pela Justiça paulista abre precedente para cobranças mais duras e para que a população exija respostas mais rápidas em situações de emergência.

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Élton Vasconcelos Pó

Élton Vasconcelos Pó

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