# Polícia indicia 13 em morte de homem espancado em Copacabana

> Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou 13 pessoas pela morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, ocorrida em Copacabana. Cinco investigados respondem por homicídio triplamente qualificado. O caso envolve espancamento e segue para análise da Justiça, que decidirá sobre a prisão e o julgamento dos envolvidos.

*Digitorack · Dia de Sorte · 08 de setembro de 2026 · Sueli Akinwande Borges*

Polícia Civil do Rio indiciou 13 pessoas pela morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, espancado em Copacabana. Cinco respondem por homicídio triplamente qualificado.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou 13 pessoas no caso da morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, espancado ao ser confundido com um ladrão de bicicleta em Copacabana, região turística da cidade. O inquérito foi concluído na segunda-feira (7) pelo delegado Angelo José Lages Machado, titular da 12ª Delegacia de Polícia (DP), e direcionado ao Ministério Público.

Cinco dos indiciados vão responder por homicídio triplamente qualificado, sendo que quatro estão presos e um permanece foragido. Entre os envolvidos estão seguranças clandestinos, entregadores de aplicativo e empresários locais.

Segundo a polícia, Cláudio foi "espancado covardemente" na madrugada de 11 para 12 de agosto. Ele foi acusado de ter furtado uma bicicleta que, na verdade, pertencia à irmã dele. O delegado afirma que não houve "a mínima demonstração" de que Cláudio tivesse efetivamente furtado o veículo.

Imagens de câmeras de segurança mostram que a vítima foi cercada por seguranças que atuavam na região e sofreu agressões durante cerca de nove minutos. "Ele levou socos, chutes e dezenas de golpes com um objeto de madeira", diz a polícia. O inquérito relata que Cláudio "ficou agonizando no chão por mais de 30 minutos", antes de ser socorrido. Ele sofreu traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e rompimento de órgãos.

A investigação aponta que os envolvidos "optaram por julgar e submeter Cláudio a sentença de sucessivas agressões, que causaram a morte", em vez de acionarem a autoridade pública. O próprio Davi, um dos agressores, classificou as agressões como "ato insano".

A polícia afirma que os depoimentos "demonstram a existência de um sistema de financiamento privado da atividade informal de segurança". Os pagamentos eram feitos de maneira informal, predominantemente em espécie e sem recibos. Quatro pessoas foram indiciadas por exercício irregular da atividade de segurança; quatro comerciantes, pelo financiamento da atividade informal; uma mulher, por lesão corporal, após entregar o bastão de madeira usado por um dos agressores; e um homem, por omissão de socorro.

O caso expõe uma rede de segurança paralela financiada por comerciantes locais, na qual a decisão de punir substituiu o acionamento das autoridades. A responsabilidade jurídica recai não só sobre quem agrediu, mas também sobre quem financiou e quem, podendo ajudar, optou por não o fazer.

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