PF faz operação contra desvios de emendas parlamentares
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) a Operação Make Up, que apura desvio de recursos públicos de emendas parlamentares repassadas a empresa privada. O STF expediu 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no DF.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) a Operação Make Up, que apura desvio de recursos públicos de emendas parlamentares repassadas a empresa privada. O STF expediu 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no DF.
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (10) a Operação Make Up, para apurar desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares repassadas a empresa privada. O Supremo Tribunal Federal (STF) expediu 49 mandados de busca e apreensão, cumpridos em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal.
Segundo a PF, as investigações apontam a existência de organização criminosa que usou recursos públicos de maneira irregular e sem prestação de contas. As irregularidades ocorreram até julho deste ano. As autoridades afirmam que os desvios são da ordem de centenas de milhões de reais. Os crimes investigados incluem peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
A operação desta quinta é mais um capítulo de uma rotina que se repetiu ao longo dos últimos meses. Em outra frente, a PF mirou grupo suspeito de desviar encomendas postais, e também realizou ação contra apologia ao nazismo no interior do Rio de Janeiro. São casos distintos, sem relação entre si, mas que ajudam a entender o volume de inquéritos que chegam ao mesmo tempo ao gabinete.
O que chama atenção no caso das emendas é o alcance territorial. Quatro unidades da federação e o Distrito Federal aparecem nos mandados, o que indica que os repasses podem ter circulado por mais de um caminho até chegar à empresa privada citada na investigação. Não há, até o momento, informação oficial sobre o nome da empresa, o valor exato desviado ou a identificação dos investigados. A PF não divulgou lista de alvos nem detalhes sobre os contratos.
Vale registrar o que a própria corporação informou: os desvios são estimados em centenas de milhões de reais, sem cifra fechada. Esse tipo de estimativa costuma ser refinado ao longo do inquérito, quando os peritos cruzam notas fiscais, contratos e movimentações bancárias. Até lá, o número serve como dimensão do problema, não como valor final.
O caso segue sob sigilo no STF. A reportagem procurou os envolvidos citados na investigação, mas não obteve retorno até a publicação. Novas informações devem ser divulgadas pela PF conforme a operação avança.
como funcionam as emendas parlamentares entenda o crime de peculato
Letícia Sampaio Khoury
Editora de Gadgets e Consumo Tech
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