Trabalhadores informais fazem novo ato contra programa Tolerância Zero no Rio
Camelôs, vendedores ambulantes e trabalhadores informais voltaram às ruas neste sábado (19), em frente ao Hotel Fasano, em Ipanema, para o quarto protesto consecutivo contra o programa Tolerância Zero, da Prefeitura do Rio de Janeiro, que intensificou a fiscalização na orla da zo
Camelôs, vendedores ambulantes e trabalhadores informais voltaram às ruas neste sábado (19), em frente ao Hotel Fasano, em Ipanema, para o quarto protesto consecutivo contra o programa Tolerância Zero, da Prefeitura do Rio de Janeiro, que intensificou a fiscalização na orla da zo
Trabalhadores informais fazem novo ato contra programa Tolerância Zero
Camelôs, vendedores ambulantes e trabalhadores informais voltaram a se reunir neste sábado (19), em frente ao Hotel Fasano, em Ipanema, para mais um protesto contra o programa Tolerância Zero, da Prefeitura do Rio de Janeiro, que intensificou a fiscalização do comércio ambulante na orla da zona sul.
Resposta direta: Trabalhadores informais, incluindo camelôs e vendedores ambulantes, realizaram neste sábado (19) o quarto ato consecutivo contra o programa Tolerância Zero, da Prefeitura do Rio de Janeiro. A manifestação ocorreu em frente ao Hotel Fasano, em Ipanema, um dia após o Ministério Público Federal (MPF) pedir à Justiça a suspensão do programa.
Quarto protesto consecutivo contra fiscalização na orla
Com panelas, apitos, tambores e palavras de ordem como "Unidos podemos trabalhar", os ambulantes pretendem chamar atenção para o que classificam como criminalização da categoria e cobrar abertura de uma mesa de negociação com a prefeitura.
A coordenadora do Movimento Unido dos Camelôs (Muca), Maria de Lourdes do Carmo, conhecida como Maria dos Camelôs, garantiu que as mobilizações continuarão "enquanto não houver diálogo".
"Vai ter ato todos os dias. As pessoas já estão se organizando para voltar às ruas. Esse é o quarto dia seguido de manifestação, além da mobilização da semana passada. A gente não vai abaixar a cabeça diante da criminalização que estão fazendo com a categoria", disse.
MPF pede suspensão do programa Tolerância Zero
Na sexta-feira (18), o Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil pública pedindo a suspensão imediata do programa Tolerância Zero. O órgão sustenta que a prefeitura implantou uma política permanente de fiscalização da orla sem observar as normas federais que disciplinam a gestão das praias e bens da União.
O MPF também pede que a União e o município elaborem, em conjunto, um plano para compatibilizar o ordenamento urbano, o combate ao crime organizado e a proteção dos direitos dos trabalhadores ambulantes.
Para o procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão Julio Araujo, a medida foi implementada sem diálogo com a União, sem participação da sociedade e sem a apresentação de alternativas para a regularização dos milhares de ambulantes que dependem da atividade para garantir renda.
Prefeitura mantém programa e critica ação do MPF
Após a ação do MPF, o prefeito em exercício, Eduardo Cavaliere, afirmou, em publicação nas redes sociais, que o programa será mantido. Ele classifica o pedido do Ministério Público como uma "absoluta inversão de valores" e defendeu que a prefeitura tem competência constitucional para atuar no ordenamento urbano e no combate às estruturas criminosas que exploram ilegalmente o comércio ambulante na orla.
Segundo Cavaliere, a fiscalização busca enfrentar organizações ligadas ao crime organizado e garantir a autoridade do poder público sobre o espaço urbano.
Trabalhadores defendem regularização e diálogo
Maria dos Camelôs criticou a resposta do prefeito e disse que o movimento considera insuficiente a ausência de diálogo com a categoria. Segundo ela, os trabalhadores defendem o ordenamento do comércio ambulante, mas reivindicam que o município diferencie vendedores informais de organizações criminosas e avance na regularização de quem aguarda autorização para trabalhar.
"Nossa reivindicação é simples, queremos trabalhar. Somos favoráveis ao ordenamento e ao combate às irregularidades, mas não aceitamos que toda a categoria seja tratada como criminosa. Há trabalhadores esperando há anos pela licença da prefeitura. É preciso abrir esse diálogo e garantir o direito ao trabalho", afirmou.
A coordenadora afirmou que o movimento pretende ampliar a articulação institucional nas próximas semanas. Segundo ela, representantes da categoria iniciaram contatos com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e pretendem levar as reivindicações ao governo federal.
"Nosso próximo passo é fazer uma denúncia ao governo federal. Já começamos a conversar com a SPU e queremos tratar diretamente desse assunto com o governo. Queremos um cessar-fogo nesta guerra entre a prefeitura e os trabalhadores", disse.
Perguntas Frequentes
O que é o programa Tolerância Zero?
É um programa da Prefeitura do Rio de Janeiro que intensificou a fiscalização do comércio ambulante na orla da zona sul, gerando protestos de trabalhadores informais.
Por que o MPF pediu a suspensão do programa?
O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública no dia 18, sustentando que a prefeitura implementou a fiscalização sem observar normas federais sobre gestão das praias e bens da União.
O que os trabalhadores informais reivindicam?
Eles pedem abertura de mesa de negociação com a prefeitura, diferenciação entre vendedores informais e organizações criminosas, e regularização de quem aguarda licença.
O que diz a prefeitura sobre o protesto?
O prefeito em exercício Eduardo Cavaliere afirmou que o programa será mantido e classificou o pedido do MPF como "absoluta inversão de valores".
Quantos protestos já ocorreram?
O ato deste sábado (19) foi o quarto consecutivo realizado pela categoria, além de uma mobilização na semana anterior.
Ivan Krause Montenegro
Editor de Desenvolvimento e Software
Programador de carreira, escreve sobre código e dev para quem programa de verdade.
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