quarta-feira, 16 de setembro de 2026 · Edição online
Digitorack
Digitorack

Fila do INSS é zerada em agosto; veja o que mudou

ResumoO Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) zerou a fila de perícias médicas em agosto de 2025, conforme anúncio do ministro Wolney Queiroz. A redução ocorreu após mutirões e digitalização de processos. Ainda pendem 224 mil segurados com exigências documentais ou recursos, sem data definida para conclusão.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou que a fila de perícias do INSS foi zerada em agosto. Veja os números, as causas e o que ainda falta para 224 mil segurados.

Ivan Krause Montenegro Ivan Krause Montenegro · Editor de Desenvolvimento e Software
· · 4 min de leitura
Fila do INSS é zerada em agosto; veja o que mudou
Foto: Imagem ilustrativa · Digitorack

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou que a fila de perícias do INSS foi zerada em agosto. Veja os números, as causas e o que ainda falta para 224 mil segurados.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou nesta quinta-feira (3) que a fila de atendimentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi zerada em agosto. A marca foi atingida no mês passado, e o anúncio ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o Ministério da Previdência, desde fevereiro até agosto, o número de pedidos de perícia aguardando atendimento caiu gradativamente. Em fevereiro, eram 3,12 milhões de pessoas na fila, enquanto 1,17 milhão abriram novos pedidos naquele mês. O número foi caindo até chegar a 1,547 milhão em julho. Em agosto, os novos pedidos superaram o total de pessoas na fila, o que, para o ministro, muda a natureza do atendimento.

"Quando isso acontece, não temos uma fila. Temos um fluxo de atendimento. Deixou de existir uma fila para existir atendimento. Estamos numa situação parecida com uma loja que tem 12 vendedores e entram 8 clientes. Estamos com folga no atendimento por maior que seja a demanda", explicou Queiroz.

Por que a fila do INSS zerou?

O Ministério da Previdência atribui a redução a uma combinação de medidas estruturais e operacionais. Entre elas, a nomeação de novos servidores por concurso público, a ampliação do uso de telemedicina em 865 agências e a adoção da perícia médica documental, que dispensa a ida do segurado a uma agência, bastando o envio de documentação comprobatória.

Outro fator citado pela pasta foram os mutirões em fins de semana e o pagamento de bônus para servidores que concluem tarefas acima das metas. Segundo o ministro, o plano de gerenciamento de benefícios foi responsável por 2 milhões de atendimentos adicionais somente em 2026.

"Esse plano de gerenciamento de benefícios foi responsável por, somente em 2026, 2 milhões de atendimentos a mais", disse Queiroz.

Volume de pedidos: 1,3 milhão por mês

O INSS recebe atualmente cerca de 1,3 milhão de pedidos por mês, o equivalente a 43 mil por dia. O ministro destacou a escala da operação: "É com esse gigante que lidamos".

O presidente Lula também comentou o objetivo do atendimento: "O que a gente quer é humanizar a fila. É a pessoa ter o tempo correto de dar entrada, esperar e receber o seu benefício".

Tempo de espera caiu, mas ainda há casos acima de 45 dias

Além da redução da fila, houve queda no tempo médio de espera por uma decisão sobre a perícia. O prazo legal é de 45 dias, e o instituto atingiu uma média de 34 dias. Esse número, porém, não elimina casos antigos: segundo o ministro Wolney Queiroz e o secretário-executivo da pasta, Felipe Cavalcante, ainda há 224 mil pessoas aguardando resultado de perícias há mais de 45 dias.

Esses casos são específicos e envolvem pedidos especiais, como benefícios de prestação continuada (BPC) e aposentadorias. A pasta não detalhou, na ocasião, quais os critérios exatos para esses atrasos, mas indicou que não se trata de fila generalizada, e sim de situações particulares.

O que muda para quem está com pedido em análise?

Se você está entre os que aguardam uma perícia há mais de 45 dias, a recomendação das autoridades é manter os canais oficiais de acompanhamento, como o Meu INSS, para verificar o andamento do processo. Para novos pedidos, a tendência é de resposta mais rápida, dentro da média de 34 dias, desde que a documentação esteja completa.

A perícia documental, que não exige comparecimento, tende a acelerar a análise para casos em que a documentação comprobatória é suficiente. Já os mutirões de fim de semana e a telemedicina ampliam a capacidade de atendimento sem exigir deslocamento do segurado.

Perguntas Frequentes

A fila do INSS realmente zerou?

Sim, segundo o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, a fila de perícias foi zerada em agosto. Isso significa que o número de novos pedidos superou o de pessoas aguardando, o que caracteriza fluxo de atendimento, não acúmulo.

Qual era o tamanho da fila em fevereiro?

Em fevereiro, eram 3,12 milhões de pessoas aguardando perícia. Em julho, o número caiu para 1,547 milhão, até zerar em agosto.

Quanto tempo o INSS leva para responder uma perícia?

O prazo legal é de 45 dias, mas o tempo médio atual é de 34 dias, segundo o ministério.

Ainda há pessoas esperando há mais de 45 dias?

Sim, 224 mil pessoas aguardam há mais de 45 dias, em casos específicos, como BPC e aposentadorias.

O que é a perícia documental?

É uma modalidade em que o segurado não precisa ir a uma agência; basta enviar a documentação comprobatória para análise.

Análise

O anúncio de fila zerada é um marco operacional, mas o número de 224 mil casos acima do prazo legal mostra que a solução não é uniforme. Para quem está no fluxo normal, a tendência é de atendimento mais previsível. Para os casos especiais, a espera pode continuar, e a recomendação é acompanhar de perto o processo. A manutenção desse ritmo dependerá da continuidade das medidas, como concursos e telemedicina, e da capacidade de absorver picos de demanda, que historicamente ocorrem em períodos de revisão de benefícios. como consultar andamento no Meu INSS perícia documental: quando se aplica

Compartilhar:
Ivan Krause Montenegro

Ivan Krause Montenegro

Editor de Desenvolvimento e Software

Programador de carreira, escreve sobre código e dev para quem programa de verdade.

Ver todos os artigos →

Leia também

Blue Green Deployment: o que é e como fazer
Apps e Software

Blue Green Deployment: o que é e como fazer

Blue green deployment é um modelo de release que mantém dois ambientes idênticos e troca o tráfego de um para o outro. O ganho é rollback quase instantâneo; o preço é manter infraestrutura duplicada.

16 de setembro de 2026 · Letícia Sampaio Khoury
OpenTelemetry observabilidade: guia de configuração
Apps e Software

OpenTelemetry observabilidade: guia de configuração

Configurar OpenTelemetry para observabilidade exige decidir o que instrumentar, subir um coletor e exportar dados para um backend. Neste guia mostro o caminho que uso em projetos reais, com os erros que aparecem no meio.

16 de setembro de 2026 · Letícia Sampaio Khoury
Helm vs Kustomize: qual gerenciador Kubernetes escolher
Apps e Software

Helm vs Kustomize: qual gerenciador Kubernetes escolher

Helm e Kustomize resolvem problemas diferentes no mesmo cluster. Um empacota e versiona; o outro adapta YAML nativo sem template. Veja em qual cenário cada abordagem encaixa melhor para o seu time.

16 de setembro de 2026 · Letícia Sampaio Khoury

Gostou? Receba mais análises

Newsletter quinzenal · curadoria editorial · sem spam